Resenha: Rockin'★Heaven

Oi pessoal! Hoje eu liguei a maquininha de leitura e comi os oito volumes desse mangá, que sim!!! É um shoujo! Celebrem que é um evento muito raro, pois eu já tinha adquirido essa coleção quando mais jovem (e não tinha lido tudo por não ter muito interesse mais em shoujos), mas resolvi terminar e trazer para cá (por ter que terminar o que eu começo mesmo que demore anos). Espero que vocês apreciem o post!

Informações

Título original: ロッキン★ヘブン
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 8 volumes, 32 capítulos + 3 extras
Status: Completo
Demografia: Shoujo
Gêneros: Vida escolar, drama
Período de serialização: Dezembro de 2005 a Julho de 2008
Mangaká: Sakai Mayu
Ilustração: Sakai Mayu
Ano: 2005
Editora Japonesa: Shueisha
Revista Japonesa: Ribon
Editora Brasileira: Panini
Ano de publicação no Brasil: 2010 a 2011
Preço: R$ 9,90

Sinopse

Konishi Sawa é uma adolescente super positiva que escolheu onde iria fazer o colegial baseado na beleza do uniforme das escolas! Agora ela é aluna de uma escola que até pouco tempo era apenas de meninos! Sawa não sabia que teria que lidar com garotos “selvagens”, muito menos que conheceria a misteriosa e inteligente aspirante a mangaká Akira-chan e o indiferente Ran, por quem acaba se apaixonando rapidamente! Sua vida escolar já começa quente, mas o que aguarda Sawa no final é muito mais empolgante!

Roteiro, personagens, desenvolvimento e toda aquela coisa de sempre

Como meus leitores bem sabem, se tem uma demografia que eu hoje em dia tenho evitado, é shoujo. Claro que é bonitinho, legalzinho e superficialmente parece adorável de ler, mas na verdade é mais um guia do que não fazer com a sua vida escolar, de como não ser e de como se ligar no que é certo de fazer com seu boy e suas amizades.

O roteiro de Rockin’ Heaven em nada quebra qualquer coisa esperada em um shoujo, exceto que achei as partes mais quentes fracas comparados a outros de mesma demografia, então se quer ver que seu coração pegue fogo, mangá errado. RH (vamos chamar assim pelo bem dos meus dedos) tem uma história voltada para os dramas da vida adolescente, a importância da família e da preservação de diversos laços que formamos principalmente quando somos mais jovens (se você for adolescente como a Sawa (15~17), deve se identificar com esses problemas provavelmente).

Sendo a protagonista de um mangá shoujo, Sawa tem dificuldades para tomar uma atitude quanto ao que as pessoas fazem com ela. É o típico caso de que qualquer um bota minhoca na cabeça, toca, beija e arrasta pra lá e pra cá como estamos acostumados, mas quando se trata dos outros ela tira de si para doar ao próximo, fazendo ela ser querida e popular entre os amigos e qualquer pessoa que venha a conhecer, até mesmo sua melhor amiga Akira, que está na história para ser a pessoa com a cabeça no lugar, que apesar de ter seus problemas, sonhos e conflitos adolescentes, não deixa de ter um pé bem no chão e segurar o pé de nossa querida Sawa. Entre as duas garotas tudo corre normal, mas ambas estão numa turma só de garotos obviamente lindos, com personalidades distintas e que vivem em função de passar seus dias ao lado do filho do diretor, Ran (insira sobrenome complicado que eu não lembro mais). Após ser maltratada por tomar um atitude para tornar a turma um lugar melhor para todos, Sawa sente que seus sentimentos pelo indiferente Ran aumentam com o passar dos segundos. Ter que lidar com uma escola onde a imensa maioria é homem já é complicado pela chuva ácida de hormônios, mas ter que lidar com o seu sentimento por um é ainda pior.

Sawa junta coragem durante sua jornada e vai descobrindo mais e mais sobre os problemas e sentimentos do grupo (com muita ajuda de Akira, a pessoa mais bem informada desta história) e juntos esse bando de personagens cativantes ao seu modo (para bem e para mal) vai evoluindo no ritmo tartaruga com tretas, traições, notícias inesperadas e muito, mas muito drama mesmo, o que deixa a história bem clichê, mas não é de modo algum um demérito. Quando você lida com drama e tem que brincar com o coração dos leitores, é de altos e baixos cheios de reviravoltas que você vive.

Para o leitor que gosta de shoujo, mas também conhece a estrutura de um, RH não apresenta nada novo e preenche aquela sensação de que você pode ter medo e se emocionar com segurança que no final vai dar tudo certo, afinal, essa é a satisfação que se espera sentir depois de muito vai e vem né? Quanto aos personagens, só pra enfatizar, são bem legais e distintos, mas senti que faltou um destaque em um ou outro sobre o qual gostaria de ver mais um pouco. Um dos pontos do roteiro que me deixou mais satisfeita foi a falta de foco no casal principal, eu adorei isso já que por alguns volumes a história seguiu naquele ping pong do amor adolescente e já estava ficando com saudades de rotinas escolares, festivais e dramas de outros personagens, afinal, é bastante gente para trabalhar, por isso a autora está de parabéns pelo destaque dado a melhor amiga e os outros meninos (em maioria) e tenho certeza pelo que li que ela tentou demonstrar ao máximo o que coube nas páginas que teve. Além do mais o mangá é cheeeio de extras sobre os garotos e as garotas e inclui histórias extras nada a ver com a principal que são cativantes e interessantes ao seu modo, fazendo do mangá uma boa aquisição e uma história bem montada.

O traço é típico pra caramba também, não temos muito a comentar, mas eu tenho mais preferência por mangakás que variam mais nos cenários e roupas, geralmente os que entendem mais de moda (ou tem uma equipe maior de assistentes, hehe), mas mesmo assim preenche os requisitos necessários para um bom traço (gostei dos olhos grandes, me lembram a Arina-sensei com seus personagens).

Tratando de amor, amizade, lealdade, amor paternal e gentileza, trabalhando muito bem os limites entre se negligenciar em prol dos outros, Rockin’ Heaven tem o que é preciso para te fazer suspirar, chorar e no final ficar querendo mais!

Se vocês procuram um shoujo nem tão focado no casal principal, dando uma ideia de que aquilo acontecendo é algo real dentro de seu universo, com uma história versátil e tocante, então vão logo adquirir essa coisinha adorável que é Rockin’ Heaven, mesmo que eu ainda queira dar uns socos na protagonista (é só eu sendo eu sobre shoujos, relevem~).

Como muitos sabem, eu gosto de shoujos sim, mas são poucos que eu “tanko” ler hoje em dia dada a essa camada de…lerdeza, vamos chamar assim…que colocam nos personagens, um véu que os faz não perceber absolutamente nada a sua volta por um bom tempo, mas é necessário para esse tipo de roteiro engrenar mesmo.

Como possuo a coleção física, fiquem com o vídeo abaixo para decidirem se correm atrás ou aproveitam a história online.

Espero que tenham curtido o artigo e que deem uma chance a esse mangá como eu dei, mesmo tendo se passado muitos anos desde que comprei!

Lembrem de curtir, comentar e compartilhar se gostarem também e tenham uma ótima noite!

Até a próxima, devoradores!

Esta entrada foi publicada em Mangá, Resenha e marcada com a tag , , , , , , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.