Resenhando: Fate/Zero #3

Olá, pessoal! Dessa vez levei menos de um ano pra terminar mais um volume da novel e já estou quase na metade do 4! Já passamos da metade da resenha, o que é ótimo! Mas tenho que dizer que nunca mais farei resenhas por volume/capítulo, meu deus! Que mão de obra louca! Não esperem um texto grande, afinal, não quero dar spoilers e nem tem tanto assim a comentar.

Se alguém chegou agora e quer ler as resenhas anteriores da light novel, favor seguir os links abaixo:

Fate/Zero #1

Fate/Zero #2

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O que é ser um rei?

No terceiro volume, temos uma das lutas mais fantásticas da obra: Kiritsugu contra Kayneth. A quantidade de detalhes descritas nesta batalha faz o leitor ficar tenso e se sentir cuidadoso a cada curva, mais uma vez a narrativa de Gen nos puxa para dentro da história, quase como se nós fossemos os combatentes dessa guerra santa. A dose de emoção que essa parte da novel contém é grande demais, fazendo o leitor voar pelas páginas ansioso pelos próximos detalhes. Logo depois da batalha, vamos ter mais demonstrações da agonia e sofrimento de Kiritsugu e sua dor extrema em ter que cumprir essa missão para alcançar seu desejo maior, é sem dúvidas tocante. O seu amor por Irisviel e Illya se fez presente com muita força, mostrando que Kiritsugu é talvez o participante mais humano desta guerra (não esqueci o Kariya!).

Demonstrações de lealdade e coragem são dadas a torto e a direito, mas ao mesmo tempo a trama vai tornando só mais e mais obscura. O interesse de Gilgamesh em saber o que dá razão a vida de Kirei Kotomine e a obstinação por Lancer de Sola-Ui estão fazendo girar novas engrenagens na história, enquanto alguns servos se afastam de seus mestres e outros se aproximam, mas todos se banham em pecados cada vez mais.

Outro grande foco desse volume é a grande crítica ao reinado de Saber. Sinceramente, Saber é um dos personagens mais desinteressantes para mim, mas o modo como ela defende suas crenças é sempre inspirador…ao ponto dela ser cega sobre seu modo de reinado. Durante a festa dos reis no jardim interno do castelo dos Einzenbern, Rider e Archer discurssam sobre o que faz um verdadeiro Rei e Saber claramente é tratada como uma pivetinha que levou uma nação a ruína por pura falta de noção (curto e grosso). Rider demonstra total desprezo pelo modo de reinado de Arturia enquanto Archer se diverte como se ela fosse um macaquinho que sabe bater pratos e dançar com toda a garra do mundo.

Afinal, o que é ser rei? Ser temido, idolatrado e invejado, ter tudo e todos que deseja, mover uma nação em prol de um único desejo? Essa discussão entre os três espíritos heróicos que foram reis mexe muito com a moral e os princípios do leitor. Os tempos mudaram para nós e é provável que muitos nem consigam dizer o que faz um rei ser mesmo um rei sem se inspirar em grandes figuras, como as que acompanhamos em Fate/Zero. Enquanto leitores, podemos ser meros observadores, mas Fate nos atiça a escolher um lado e lidar com as consequências dele, a repensar conceitos nossos, justificar desejos e até admitir que estamos do lado mais imoral da força, mas que até nele existe uma espécie de razão.

Um último momento digno de comentários é a visão do certo, errado e divino que Caster tem. Sabendo agora de sua história e de sua forma heróica, Caster está nesta guerra apenas para satisfazer as suas crenças medonhas com a ajuda de seu mestre, que nada da guerra santa sabe. O desfecho de suas crueldades se aproxima, mas como eu disse antes, até mesmo num louco como aquele existem desejos e a razão. O Caster de Fate/Zero é sem dúvida um dos personagens mais interessantes da obra.

Justamente por trabalhar tanto em nossa mente em diferentes planos é que Fate/Zero é para mim a melhor parte dessa franquia. Acredito que uma grande disputa de magia com um prêmio tão alto tenha que ser abordada dessa forma, com toda essa escuridão, com todas as mãos sujas de sangue. O preço do que se deseja por muitas vezes é mais alto que o nosso querer e nem sempre estamos realmente dispostos a lidar com isso e nem sempre suportamos os sacrifícios que vêm com ele. O volume 3 de Fate, mais do que qualquer outra coisa, testa nossa razão e nosso espírito do mesmo modo que testa os Mestres e seus Servos.

Espero que tenham apreciado o post! Nos vemos na próxima postagem, devoradores!

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