Clube do Terror: Suicide Club (Jisatsu Circle)

Oi, pessoal! Que ótimo sábado para se acordar as 6:30, ler suicide club e partir para a resenha, né?!

Caso seja a sua primeira vez lendo este quadro, saiba que eu falo sobre obras de horror em diversos graus!

Como sabem, analisar a fundo é uma coisa que eu gosto de fazer com amigos num papo regado a café e risadas, então quando tive que usar suicide club para a resenha de hoje por falta de tempo de ter lido um horror essa semana, fiquei bem insegura por um tempo. Suicide club é uma história psicológica e bem aclamada do seu gênero, mas espero que curtam a minha visão desse mangá também!

Informações

Título original: 自殺サークル
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 1 volume
Status: Concluído
Gêneros: Horror, psicológico, vida escolar, drama
Mangaká: Furuya Usamaru
Ilustração: Furuya Usamaru
Ano: 2002
Editora: Ohta Shuppan
Serializada em: Manga Erotics F
Link do mangá no Anime-Planet

Sinopse

O suicídio em massa de 54 colegiais choca o país. Esta é a história de como inúmeros suicídios pelo país estão relacionados com uma garota extremamente carismática a quem todas que sofrem amam do fundo de seus corações: Mitsuko.

Carisma e sangue

O roteiro de Suicide club é de todas as formas algo simples quando o leitor faz o primeiro contato. Tratando de assuntos complicados e pesados como a depressão, automutilação, prostituição infantil e o óbvio suicídio, Suicide club oferece aos seus leitores um passeio em alta velocidade por diversos círculos do desespero e da dor, os levando mais fundo a cada página.

Acho que em algum ponto de nossas vidas vamos ouvir (ou já ouvimos) sobre líderes carismáticos. Talvez o carisma e o poder de influência seja uma das coisas mais perigosas desse mundo, afinal, quantas tragédias não se deram em nome de uma única pessoa a quem outras muitas se disseram fiéis, maravilhadas e estavam completamente apaixonadas por elas? O dom de cativar uma pessoa através da empatia é algo que na história do nosso mundo é comumente usado para deixar um rastro de desgraça e em Jisatsu só existe isso. O roteiro pega algo infelizmente comum, adiciona uma figura carismática e assim começa o verdadeiro ciclo de morte que é o principal oferecido pela história. Os motivos pessoais dos suicídios não importam nem um pouco e não temos uma exploração profunda da vida de todas as garotas, exceto a protagonista e sua amiga como método de nos ligar a elas de alguma forma, nos cativar. O próprio autor usa de empatia na história e o efeito disso é que Jisatsu é um dos mangás que trata de suicídio mais famoso que existe e um dos mangás sinistros com temas realistas que mais atrai os leitores do gênero.

Claro que eu não podia ficar de fora. Nunca tive vontade real de ler Jisatsu, mas esse tema dele sempre me atraiu, sussurrou no meu ouvido durante muito tempo e um dia a editora NewPOP trouxe essa maldição para o nosso país. Eu digo maldição, pois é assim que a história trabalha. Enquanto usa temas realistas como os mencionados acima, ela também usa do sobrenatural para nos dar algum tipo de explicação para o comportamento das meninas.

Hoje em dia infelizmente é mais do que banal as pessoas sentirem a necessidade de abandonar a vida, sofrerem de grande stress, depressão, ansiedade e outras doenças terríveis e em um mundo corrido como o nosso, muitas vezes nos tornamos frios e acabamos dando as costas as pessoas que precisam de ajuda. Ás vezes tudo que uma pessoa que sofre muito quer é alguém que lhe dê atenção, mesmo que não entenda a profundidade do que se passa na mente e coração de alguém que tem que batalhar contra essas trevas e às vezes tudo que querem é compartilhar da dor e sofrimento e utilizar o suicídio como ferramenta de alívio e fim dos problemas.

A história usa lindamente a ideia do círculo que tem inúmeras respostas em sua simbologia e o elemento sobrenatural para nos colocar dentro do caos que nunca vai acabar. A linha de suicídios será infinita, pois sempre vai se repetir em algum lugar de algum jeito, utilizando os alvos mais fáceis como sacrifícios para sua realização. O modo como o horror sobrenatural é inserido em Jisatsu é fascinante, mas se tratando de Furuya Usamaru, autor de obras como Litchi Hikari Club e The Music of Marie (que vocês podem conferir minha resenha aqui) eu não poderia esperar mais! É excitante, horrível, chocante e até imoral e tudo isso faz com que seja excelente.

A partir dessa parte talvez você queira pular para a minha observação da edição física e da arte do mangá, já que abaixo pode acabar encontrando elementos que podem estragar sua experiência de leitura. Se você já leu Jisatsu, manda ver aí embaixo.

Vamos direto ao ponto do horror então. Pois é adorados devoradores, toda essa carga altamente negativa que a história passa aos seus leitores em ondas ao longo da experiência não é o horror que estou falando agora. Vamos deixar a obra original de lado e olhar apenas para o mangá, que explora com ajuda do sobrenatural a necessidade que essas garotas têm de serem compreendidas, observadas em seus sofrimentos e por fim compartilharem a maior alegria, mesmo que no começo algumas nem quisessem encerrar suas vidas. Em Jisatsu tratamos diretamente com a entidade altamente influenciadora de Mitsuko. Todos os clubes de suicídio são gerenciados por Mitsuko, uma força sobrenatural tremendamente antiga que se alimenta desses comportamentos depreciativos e leva diversas garotas pelo Japão a fora a tirarem suas vidas, algumas vezes discretamente e outras como o primeiro acontecimento do mangá. Se tenho que apontar pontos negativos então vou apontar o único que me incomodou, que apesar da exploração da vida das garotas ter sido boa, seu desenvolvimento satisfatório, acompanhando sua noção de menina e mulher, de vida e morte, eu senti muita falta de saber mais sobre Mitsuko. Meu cérebro coça para conhecer melhor o tipo de força que ela é. O mangá nos deixa no meio do caminho sobre o quão realmente sobrenatural é Mitsuko ou se as garotas apenas são consumidas por uma influência muito real e assumem outra personalidade.

Não é fantástico? Jisatsu sempre gera críticas e recomendações interessantes, contagiando cada leitor da obra de maneira diferente, onde mesmo que te repudie completamente vai deixar uma marca profunda.

Se você pulou a parte anterior, pode seguir lendo normalmente agora.

O traço de Jisatsu é uma coisa mais dark, bonita e totalmente apreciável como arte, claro. Ele não me passou tantas emoções diferentes, mas a história não foca nisso mesmo, então se o intuito do autor era pesar mais o clima e demonstrar a indiferença de tudo e a felicidade única sendo expressada através da morte e mutilação e de como essas meninas não conectam mais sua alma ao seu corpo em suas vidas, então tiro o chapéu para essa arte. Gosto muito do traço desse mangaká.

Para mais detalhes da edição física, assistam ao meu vídeo. Essa semana foi difícil achar onde gravar aqui pela casa pela invasão de raios de sol tremendamente fortes, mas espero que aproveitem ainda assim! Eu adquiri essa edição na loja Nerdz, mas está a venda em diversos outros locais, assim como na loja da NewPOP.

Obrigada por lerem essa postagem, nos vemos na próxima

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