Resenhando: High Score Girl

Oi, pessoal! Demorou, mas chegou e no prazo! Hoje vou falar de um mangá que vi comentarem aleatoriamente em vários locais e acabei achando bem interessante, então se tu também é fã de games e dos tempos antigos, senta aí e bora ler!

Informações

Título original: ハイスコアガール
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 8 volumes PdO, 46 capítulos online
Status: Andamento
Demografia: Seinen
Gêneros: Comédia, slice of life, romance
Mangaká: Oshikiri Rensuke
Ilustração: Oshikiri Rensuke
Ano: 2010
Editora: Square Enix
Revista: Big Gangan, Zoukan young gangan, Zoukan young gangan big
Link do mangá no Anime-Planet

Sinopse

No ano de 1991, o estudante Yaguchi Haruo vive para os games, como ele não é bom em mais nada na sua vida, jogar se torna seu escape da realidade desconfortável em que vive e ao mesmo tempo a única coisa que julga fazer direito, mas isso muda quando ele conhece Oono Akira, uma estudante da sua escola que é simplesmente boa em tudo que faz, se tornando aos poucos além de uma excelente rival, uma parceira nos games e uma estranha e forte amizade.

A new challenger approaches!

O enredo é bem direto e a ideia toda da história gira em torno de algo básico que muitos de nós amam: jogos. Não apenas jogos, mas jogos nos anos 90! Muita coisa rolou do ano em que eu nasci em diante e os fliperamas bombaram mesmo com os consoles e portáteis saindo por aí. Se você se lembra de como era viver enfiado em fliperamas com seus amigos e inimigos eternos e principalmente, se gosta muito de Street Fighter, esse mangá vai ser uma viagem pelo túnel do tempo da indústria de jogos a sua evolução, mas também vamos ver um pequenino e sutil romance desabrochar entre chutes e socos (ás vezes literais). Pra quem apenas acompanhou o lado ocidental desse mundo, ainda vale muito a pena e ainda é uma viagem pelo túnel do tempo da sua vida naquela época. Esse mangá traz uma dose incrível e deliciosa de nostalgia e ainda vem com muitas referências legais para quem curtiu os games mais populares da época, além de desenvolver seus personagens por trás disso tudo, com momentos de muita comédia e um pouquinho só de drama que nem pode ser realmente levado a sério, seguindo as vidas diárias das crianças e seu crescimento, seus problemas e seus dilemas.

Talvez você possa pensar que se não nasceu nessa época ou não acompanhou esse cenário de jogos de luta especialmente, crescendo e tomando espaço nos fliperamas, então esse mangá não é pra você, mas não se preocupe! High score girl também se preocupa com passar um pouco de informação e contexto para leitores que não estão por dentro do que já passou. Essa autora mesmo não tem mais a capacidade física de jogar jogos de luta e ficou muito feliz de poder reviver a época das poucas fugas para os fliperamas através do mangá. Outra coisa bem interessante sobre a obra é ver um pouco como era nos anos 90 ser uma criança gamer, já que hoje em dia é tão aceito que passa batido, inclusive no Japão, mas no mangá estamos dando uma olhada no passado, valendo a pena o choque de época.

Quanto aos personagens, não são muitos que temos em destaque, fazendo basicamente o triângulo amoroso e mostrando três tipos diferentes de gamers: O que vive abertamente para isso, a que precisa ser gamer por baixo dos panos por causa da família e a que, movida pelo sentimento em seu coração, se interessou verdadeiramente por games e quer aprender mais sobre eles. Não são tipos incomuns de se imaginar e são personagens muito fáceis de se relacionar, mas ainda assim eles são verdadeiros e redondos, ou seja, são bem desenvolvidos ao longo dos capítulos. Uma das peculiaridades do mangá é que a protagonista Oono não fala nenhuma palavra (ou pelo menos não falou ainda, hehe), mas expressa o que sente e o que quer sem nenhum problema, seja através dos jogos ou da e velha violência física, que aliás, é um dos recursos de comédia dessa história.

O traço pode ser inegavelmente desapontador para algumas pessoas acostumadas com tudo bem redondinho e fofinho e afins. Eu mesma achei o traço meio bruto algumas vezes, mas sua distinção da maioria que eu vejo nas minhas leituras é bem vinda e agradável e no fim das contas não faz a mínima diferença e nem apresenta qualquer empecilho para a história, ajudando muito especialmente nas horas da comédia, dando uma ar bem cômico até em momentos mais sérios, que são raros, mas importantes e bem representados apesar de tudo. O desenho dos olhos é algo que me chamou bastante atenção no trabalho do mangaká, junto com as expressões faciais que são muito bem externadas, dando mais vida aos seus personagens e tornando a leitura muito mais proveitosa e divertida. Uma das coisas legais é o uso de telas dos jogos realmente, mostrando os jogos, além da arte do autor nesses momentos ser muito cativante.

Finalmente, o mangá é muito divertido e nostálgico para quem como eu viveu alguma parte dessa época de fliperamas e tudo mais e ele passa sim diversas mensagens utilizando seus personagens, mas essas mensagens podem variar no entendimento de leitor para leitor, acho que essa obra é uma das que vale a pena debater com seus amigos, se lembrar de ótimos momentos e claro, apresentar aos gamers das novas gerações, seja para que curtam a história ou para que acompanhem de modo leve como as coisas eram no nosso tempo, hehe~

Espero que tenham curtido a minha experiência com High score girl e espero que assim como eu, muitos continuem acompanhando o crescimento desses três personagens até o seu desfecho e que especialmente, todos eles nos mostrem cada vez mais jogos nessa viagem pelos flipers dos anos 90! Vamos torcer para o mangá ir evoluindo no tempo até os anos 2000 e nós possamos ter um grande final!

Vejo vocês na próxima postagem!

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