Primeiras impressões: Innocent (Sakamoto Shinichi)

Olá, povo! Em meio ao turbilhão que está a minha vida no momento por conta da tremenda falta de energia, nas últimas semanas só tivemos postagens na quinta ou em algum momento da semana perto disso e é provável que até o fim do ano a coisa fique bem instável então não fiquem loucos se o clube do terror não der as caras por aqui por uns tempos, logo ele volta!

 

Eu finalmente consegui botar minhas lindas mãos na edição 1 de Innocent e vou compartilhar com vocês minhas primeiras impressões e aquele vídeo adorável sobre a edição física.

Informações

Título original: イノサン
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 9 volumes
Status: Completo
Demografia: Seinen
Gêneros: Histórico, psicológico
Mangaká: Sakamoto Shinichi
Ilustração: Sakamoto Shinichi
Ano: 2013
Editora: Shueisha
Serializado em: Shuukan Young Jump
Editora Brasileira: Panini
Preço: R$ 21,90
Link do mangá no Anime-Planet

Um passeio por uma França de intrigas e execuções

Sem dúvidas eu não viveria muito tempo nessa época da França, mal suportava as intrigas escolares, imagina as de nobres? Por mim que lhe cortem as cabeças todas, mas durante o primeiro contato com Innocent, muita coisa me chocou de diversas formas em diversas camadas e por essas e outras, valeu a pena esperar uns anos para poder ler essa obra.

Já aviso que minhas primeiras impressões não vem acompanhadas de altos conhecimentos da história da França nessa época e provavelmente vocês do outro lado dessa tela sabem até mais do que eu. Apesar do mangá ser sobre a vida do executor Henry Charles Sanson, eu estou olhando para a obra apenas como ela se apresenta no momento. Claro que uma olhadinha na wikipedia e similares foi dada e de fato é uma figura interessante, mas considerem-se avisados.

Mesmo com só um volume disponível neste momento posso dizer que o roteiro é altamente envolvente e apesar da ficção toda envolvida na vida daquele que iria se tornar o maior executor de Paris, o leitor pode apreciar diversos aspectos da sociedade naquela época com uma grande dose de veracidade. O ritmo da leitura misturado ao traço altamente hipnótico e com altos níveis de detalhe fez um volume todo passar num piscar de olhos e deixar aquele gostinho de quero mais, com a vontade de ler freneticamente os nove volumes, mas em compensação eu folheei bastante o volume depois apenas para admirar o traço e tentar entender melhor o toque sinistro e luxuoso que ele dá, bem como essa época da França parece pra mim.

Os personagens são magníficos, marcantes e suas características são levadas ao extremo para serem ou amados ou odiados, mas ainda assim admirados de certa forma. O leitor pode se encontrar num turbilhão de conflitos morais ao fazer a leitura de Innocent e isso causa uma série de reflexões também , o que torna o mangá ótimo para debater com seus amigos e consigo mesmo, claro.

Fiquem agora com um vídeo super curto sobre a edição física do mangá. Talvez a imagem esteja meio azulada por problemas de iluminação mesmo, é a vida, mas ainda é possível apreciar e talvez tomar uma decisão sobre fazer essa compra.

Se quiser botar suas emoções a flor da pele e explorar cantos escuros da sua mente que você achou que nem poderiam existir, invista em Innocent e confira de perto como a arte absurda de Sakamoto Shinichi e o terror de uma França lutando por igualdade e liberdade podem te afetar.

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