Resenhando: Blue Phobia

Olá, adorados leitores deste site (e o pessoal do Amino também)! Estamos chegando no fim do ano e a hora do mangá seguiu firme e forte esse ano, apesar das dificuldades encontradas no caminho! Estou super feliz pelo meu comprometimento com o site e o quanto evoluí até agora, mas vou guardar o discurso final para o aniversário do site, que ainda está um pouquinho longe.

Como procuro repetir de tempos em tempos para novos leitores do meu conteúdo, o meu papo sobre o que leio não é para ser extremamente profundo e filosófico, não é para desconstruir a obra (apesar que eu fiz isso umas 2x, com todos os avisos importantes sobre), a moral da Hora do mangá é e sempre será instigar os leitores de mangás, sejam eles iniciantes ou veteranos nesse meio. Instigar a ler mais, instigar a pensar por si mais, instigar a se encontrar e crescer, evoluindo com os diversos aspectos que a leitura vertical pode nos trazer. Meu objetivo é conversar o suficiente com o leitor para que ele sinta vontade de preencher as lacunas das obras sobre as quais falo aqui. Compartilhar nossas experiências sem uma linguagem desnecessariamente complexa, falando direta e pessoalmente com o leitor…essas são as minhas intenções aqui, tanto como leitora de mangás quanto como bibliotecária.

No resenhando de hoje vou contar sobre a minha experiência com Blue Phobia. Apesar de ter a tag de gênero de horror nessa obra, decidi trazer ela aqui nesse quadro neutro, o que acontece às vezes por diversos motivos.

Informações

Título original: ブルーフォビア
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 2 volumes PdO, 7 capítulos online
Status: Completo PdO, andamento online
Demografia: Seinen
Gêneros: Ação, drama, horror, mistério, psicológico, sci-fi, sobrenatural
Mangaká: Tsuruyoshi Eri
Ilustração: Tsuruyoshi Eri
Ano: 2017
Editora Japonesa: Shueisha
Revista Japonesa: Shuukan Young Jump e Tonari no Young Jump
Link do mangá no Anime-Planet

Sinopse

Um poderoso mineral capaz de resolver as mais variadas crises globais foi descoberto no fundo do mar, mas existe uma peculiaridade sinistra neste material. Ao tocá-lo, o mineral age como uma doença e vai se espalhando pelo corpo, tornando os ossos de qualquer um no mesmo mineral. Numa ilha protegida pela mais alta segurança, este recurso minerado e a transformação de pessoas que a mineram ou apenas tem contato com ele, são estudados como meras cobaias infectadas com Indigopatia.

Azul como o oceano, azul como os ossos

Blue Phobia começa com um one-shot com uma trama simples e pequena, porém, interessante e promissora: Um jovem garoto nasceu dentro de uma ilha dita impossível de se escapar e vai passar toda sua vida junto com outros prisioneiros, minerando a pedra azul. Seus braços já se tornaram azuis e seus ossos estão começando a mineralizar, mas o seu desejo mais profundo é sair daquela ilha. Com a ajuda de um soldado, esse garoto consegue cumprir seu objetivo usando apenas seus punhos.

Esse one-shot é o prelúdio para a serialização que veio a seguir, mas na trama da serialização, o uso de prisioneiros caiu por terra e agora cientistas tentam utilizar o mineral para resolver principalmente a crise de energia no Japão, porém, é tudo uma fachada para estudos macabros e desumanos que acontecem com pacientes infectados com a Indigopatia, que são furados, cortados, mortos e estudados de dentro pra fora dia após dia, sem descanso.

O mangá serializado começa num quadro confuso onde um homem entre vinte e trinta anos desperta sem saber quem é ou o que está acontecendo, estando amarrado a uma cama, cheio de acessos no braço e sendo observado por cientistas sem qualquer explicação, até que uma das paredes dessa sala é quebrada e uma misteriosa garota de braços azuis o salva, chamando-o de Kai e dizendo que devem escapar agora. Enquanto os dois tentam sobreviver e sair da ilha, enfrentam diversos perigos e empecilhos, lutando contra o relógio para chegarem ao lado de fora a tempo de serem socorridos por uma figura misteriosa.

Como a premissa indica, o leitor vai apreciar muitos momentos de ação e tensão, deixando as emoções à flor da pele. Conforme a história vai avançando, Kai vai recuperando partes de sua memória e a névoa de mistério vai se dissipando. O desenvolvimento do roteiro, ou seja, seu ritmo de desenrolar, é bem satisfatório, mantendo a sensação de euforia que uma fuga trás, e a insegurança sobre o amanhã.

Os personagens relevantes para se comentar são poucos, mas são cativantes e sólidos, são criações com profundidade que demonstram o interesse do autor na criação de seu mangá. Suas reações, expressões e sentimentos são muito fáceis de se compreender e se identificar, tornando a leitura emocionante até os mínimos detalhes e certamente muito fluída.

A arte combina muito bem com o roteiro, sendo mais sóbria e apesar de tratar de algo bem fantasioso, a sobriedade do traço ajuda a deixar a história mais pé no chão, intrigante, enfim, crível.

A todos que buscam uma boa leitura, recomendo Blue Phobia! Já leu? Deixe seu comentário aí!

Vejo vocês na próxima postagem!

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