Clube do Terror: Kamisama no Iutoori franchise

Olá, devoradores! Como é bom conseguir ter força de vontade para botar os dedinhos de salsicha no teclado e mandar ver! Como vocês sabem ou estão descobrindo agora, não funciono no calor, não consigo nem pensar direito, quem dirá botar uma resenha pra funcionar? Então começo dizendo que não garanto nada sobre essa resenha, mas como eu acabei conseguindo ler tudo sobre kamisama no iutoori, quero compartilhar essa experiência!

Informações

Título original: 神さまの言うとおり (藤村緋二) (1º mangá), 神さまの言うとおり弐 (2º mangá de título Kamisama no Iutoori Ni), Ø ゼロ (prequel 0 -zero-)
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: Respectivamente 5 volumes, 21 volumes e 4 capítulos.
Status: Completo.
Demografia: Shounen
Gêneros: Ação, drama, horror, sobrenatural, sci-fi
Mangaká: Kaneshiro Muneyuki
Ilustração: Fujimura Akeji
Ano: Respectivamente 2011, 2013 e 2017
Editora Japonesa: Kodansha
Revista Japonesa: Respectivamente Bessatsu shounen magazine, Shuukan shounen magazine e Magazine pocket
Link dos mangás no Anime-Planet:
Kamisama no Iutoori
Kamisama no Iutoori Ni
0 -zero-

Sinopse

Se você acha que sua vida é um tédio, o mundo é um tédio e tudo é muito desnecessário e idiota, então vai dar graças ao Deus Kamimaro por ter começado jogos sanguinários e mortais onde de qualquer jeito você vai acabar morrendo de vários modos criativos e cruéis, além de conviver com a mais pura natureza humana no seu limite.

Deus disse que é hora dos jogos começarem para que um novo Deus seja selecionado, já que dá trabalho demais e ele não está afim de ser Deus de nada, mas não seria legal se fosse fácil não é mesmo? Cubos se espalharam por todo mundo enquanto estudantes são selecionados para serem o próximo Deus.

E se você matou aula, se prepare para ir para a lata de lixo e provar que não é um monte de matéria inútil na forma de um ser humano para no final….well, isso se você chegar no final~!

Ser Deus é um saco, vou escolher outra pessoa então!

Ótimo, essa história é muito simples: De repente um monte de darumas (bichin da capa) começa a aparecer em salas de aula matando professores e uma pá de estudantes. Daruma game é tipo um jogo de estátua e se você se mexer, suas tripas vão voar por tudo! Não é divertido? Pois bem, Kamisama no Iutoori segue essa divertida matança indiscriminada, não importando se você é o protagonista ou a namoradinha dele, melhor amigo ou uma pessoa de má ou bom coração. Não existe traço na sua personalidade que determine se você vive ou não nos jogos adoráveis que o Deus do novo mundo decidiu fazer para escolher o próximo Deus, aquele que terá o mesmo poder que ele e será o cara ou mina que ficará também com a parte muito chata desse trabalho ingrato.

Basicamente é isso meu povo, os leitores acompanharão alguns protagonistas na primeira série dessa obra. Um rapaz que acha tudo muito chato e só ganha sentido para viver através desses jogos doentios e outro rapaz que só quer destruir tudo e vê a oportunidade de poder fazer isso sem consequências quando esses jogos começam. Esses dois se unem e decidem assassinar o Deus do novo mundo quando a hora chegar, mas também são acompanhados de outros personagens que conseguem sobreviver aos jogos. Por falar nisso, esses jogos são brincadeiras infantis e jogos simples transformados em máquinas de abate, afinal é preciso diminuir o número de participantes e só os realmente aptos a serem Deus chegarão ao final.

O primeiro mangá, intitulado Kamisama no Iutoori vai focar nos dois meninos, uma colega de classe e outros que se juntam a eles. Durante a obra vamos vê-los se desenvolverem e serem totalmente transformados pelos jogos e por ter que ver repetidamente seus amigos novos virando guisado instantaneamente (na melhor das hipóteses). Um certo tempo se passa depois da primeira etapa de jogos, então é garantido que acompanhamos de perto toda a mudança que acontece com nossos amados sobreviventes, as crianças de Deus! Os personagens são sem dúvida tremendamente cativantes mesmo que durem apenas três páginas, mas se apegar a eles é um erro, claro! Um dos pontos mais positivos dessa história é que não vemos aquela importância do protagonista tão forçada. Nada vai acontecer com ele por um milagre, é tudo roteirizado para que o leitor acredite que ninguém ali vai se safar se perder um jogo, mas é claro, como os protagonistas de iutoori e iutoori ni de alguma forma cativam aqueles ao seu redor, algumas mortes acontecem como modo de sacrifício, se é possível burlar regras claro.

Já na segunda parte da história, o leitor vai acompanhar o que acontece com os estudantes do Japão que mataram aula por qualquer motivo. Eles serão gentilmente convidados a participar dos julgamentos da lata de lixo, para onde todos esses fracassados que falham na vida e matam aula por qualquer que seja o motivo serão levados e testados por Kami! Um Deus garotinho adoravelmente sanguinário que explica aos alunos que os seus testes decidirão quem serão os Kami Jr. e esses estarão encarregados de assassinar as crianças de Deus de Kamimaro e assim well, ganhar o posto de Deus né?

Tudo que o protagonista dessa fase queria era encontrar seu melhor amigo e se desculpar por uma discussão boba, mas agora os dois estão separados e Akashi precisa sobreviver não importa como para encontrá-lo e pedir desculpas. Os jogos dessa fase são brincadeiras e envolvem shiritori também e claro, são igualmente mortais, mas no meio do caminho regra são quebradas e a maré muda drasticamente.

As mortes da segunda parte me parecem muito mais tocantes que a do primeiro, mas aos poucos os fatos vão se ligando e as histórias se cruzando e os protagonistas se encontrando quanto mais avançam até o ponto onde estarão todos de frente um com o outro para decidir finalmente o almighty God, não que algum deles realmente queira isso.

Seus motivos, suas personalidades e as mudanças causadas pelo que passaram incluindo histórias de seus passados são coisas frequentes de serem mostradas durante os dois mangás dessa série, portanto, nada a reclamar sobre o desenvolvimento, mesmo sendo da demografia shounen, é um daqueles casos onde a história tem realmente um conteúdo bem trabalhado e curioso de se aprofundar. Apesar das séries terem anos de gap para acontecerem, o autor fez seu dever de casa e ligou os pontos certos devidamente, sem exagero ou mudanças no roteiro do primeiro ao criar o segundo e isso é muito importante em sequências.

Além de toda violência, o mangá também contém uma cota justa e adequada (muito moral, para toda família) de nudez e sexo, mas devidamente censurada levando em conta sua demografia e, portanto, a idade do seu público-alvo. Nada exagerado, nada descarado ou que se torne um demérito a trama, mas é importante citar que existe sim, algo tão natural quanto respirar.

E por último, mas não menos interessante, a fim de responder as perguntas sobre as criaturas que iniciaram tudo isso escolhendo o ser mais desnecessário na humanidade para se tornar Deus, o autor nos agracia com um prequel de tudo isso onde revela toda a verdade a seus queridos leitores para encerrar com chave de ouro essa série violenta, repleta de lágrimas e sangue.

No geral, Kamisama no iutoori (considere aqui que o geral se refere a segunda fase também) é uma história sólida e inclusive conta com um final que causa discórdia entre seus leitores. Eu me recuso a dizer qualquer palavra sobre isso, pois cabe a você aí lendo esse post decidir se quer ler e o que achar de tudo sem influência externas o máximo possível.

Espero que tenham gostado dessa pincelada superficial por Kamisama no iutoori e seus mangás amigos, que essa autora escreveu com ajuda de um boost de 20min de um café meia boca.

Vejo vocês no próximo dia em que não esteja terrivelmente quente!

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