Resenhando: World Trigger

Olá, povo! Ando indecisa sobre o que falar e também ando me ocupando bastante por aí, afinal, cabeça vazia é casa de minhoca né? Eis que decidi trazer pro blog um mangá que estou lendo faz um bom tempo e pretendia resenhar bem antes, mas é sempre um pouquinho complicado falar de algo que a gente gosta mais. De qualquer forma, esperem algo no mesmo formato.

Como eu ainda não comprei um teclado novo pro note, relevem se faltarem algumas letras e conforme eu for vendo vou arrumando. Também não esperem algo muito longo, é ruim ficar fazendo força pra certas teclas funcionarem, ok?

Então vamos lá conhecer mais sobre World Trigger!

Informações

Título original: ワールドトリガー
Tipo: Mangá
Volumes e capítulos: 19 volumes e 178 capítulos
Status: Andamento
Demografia: Shounen
Gêneros: Comédia, ação, drama, vida escolar, sobrenatural
Mangaká: Ashihara Daisuke
Ilustração: Ashihara Daisuke
Ano: 2013
Editora Japonesa: Shueisha
Revista Japonesa: Jump SQ
Link do mangá no Anime-Planet

Sinopse

Quando a Terra se torna alvo de invasões alienígenas constantes, um grupo de pessoas corajosas decide contra atacar formando a BORDER, que se torna o quartel general da humanidade para que possam sobreviver aos conflitos!

Fight back!

No mundo de World Trigger, a Terra foi invadida em grande escala por aliens que mais tarde passaram a se chamar vizinhos, pois eles vêm de outros mundos atrás de recursos no planeta Terra, mas esses recursos não são água ou minerais e sim uma energia que existe dentro de grande parte dos humanos chamada Trion. Essa energia alimenta diversos maquinários e outras tecnologias de combate dos vizinhos, assim como define a potência de seus triggers ou como conhecemos: armas. Quando a Border foi criada na cidade de Mikado para proteger seus cidadãos das invasões dos vizinhos, a tecnologia para criação de trigger foi descaradamente copiada, assim como outros recursos para garantir maior durabilidade dos combatentes. Quando os soldados da Border vão à luta, estão na verdade usando um corpo feito de Trion e quando esse corpo recebe danos, nada acontece com o corpo de carne e osso, que está a salvo no HQ da Border.

Como podemos observar pelo que já foi dito, World Trigger é mais um shounen battle com um enredo mais do que esgotado, batido e previsível, porém, só por isso não quer dizer que seu roteiro não foi bem trabalhado (ou eu nem leria). É difícil se destacar entre tantos do mesmo tipo, mas o que diferencia essa obra de tantas outras que falham na velha fórmula é além do seu desenvolvimento tanto de roteiro quanto de personagens, a sua apresentação.

O modo como os personagens são introduzidos e apresentados e sempre lembrados é importante, pois são muitos e os leitores podem acabar se esquecendo ou confundindo, é animador, cativante e também aliviador já que sempre podemos contar com essas breves introduções para ajudar na climatização e trazer maior envolvimento do leitor com a obra. Como todos os personagens possuem seus ranks, habilidades e certas peculiaridades, é ótimo ter um resuminho em suas aparições quando já faz um tempinho.

A trama vai crescendo conforme a história vai avançando. Com a aparição imediata de um vizinho humanoide que não quer destruir tudo, nosso protagonista hesitante e conscientemente fraco começa uma jornada a princípio, para ajudá-lo e logo também tem como objetivo se tornar um bom líder, um bom estrategista e claro, proteger seus amigos da melhor forma possível.

Além dessas características típicas de shounens, o leitor também vai acompanhar o lado mais político dessa obra. Como foi dito, a história evolui e passa a tratar de outros planetas também, além de apresentar ao leitor personagens adultos e com motivações mais sombrias, pessoais, lucrativas e até vingativas a respeito de toda essa guerra que vem acontecendo.

Em alguns momentos é claro que a história se torna repetitiva, mas isso também ajuda a dar ideia de passagem de tempo e como vocês sabem, precisa-se de tempo para que tudo se direcione sem afobação para onde deve ir, acumulando expectativas no leitor e certamente fazendo o coração bater mais rápido!

Os muitos combates são bem interessantes de acompanhar, mas para leitores menos acostumados com cenas de luta pode ser um pouquinho confuso. A movimentação e o desenho no geral dessas cenas não é ruim, mas às vezes muita coisa está acontecendo e sente-se que até o autor pode ter se atrapalhado em um detalhe ou outro ou na falta deles. Além disso inúmeras explicações de habilidades vão estar presentes durante as lutas. Uma das melhores coisas que eu vi lendo World Trigger é que o mangá não vai ficar só mostrando a “pancadaria”, ele também vai falar e apresentar devidamente as estratégias envolvidas nesses combates e claro, o lado mais humano de nossos participantes durante esses momentos também. Em World Trigger você conhece muito bem alguém através da força de seu trion, o tipo de trigger e que habilidades tem equipado nele, além claro de sua estratégia de combate.

Os personagens, é claro, são muitos e geralmente chega uma hora em que conhecemos seu background seja ele dramático ou não. Uma das coisas legais é que nem sempre um flashback do personagem significa uma death flag, mas sim, mortes acontecem e isso faz parte. Eu diria que uma obra de ação com muitas batalhas sem morte não seria agradável e nem muito emocionante, não é?

A arte é agradável, provavelmente vai cair dentro do que se espera hoje em dia em termos de estética de mangás. Como quem me acompanha já sabe, beleza é relativa e traço não é tudo, mas faz parte e o de World Trigger satisfaz. Apesar do design simples, ele entrega o que promete!

Tive uma leitura bem engraçada e emocionante e espero que World Trigger cumpra o que promete nos futuros capítulos! Esse parece um mangá com um universo bem interessante de explorar e se é isso que tu aí leitor procura, bora ler World Trigger!

Vejo vocês na próxima postagem~

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